quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Estamos falando do mesmo pais com estabilidade do ano passado?

09/02/2011 - 16h30 / Atualizada 09/02/2011 - 18h16

Corte de R$ 50 bi no Orçamento não vai causar recessão, diz Mantega

Da Redação, em São Paulo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira (9) um de R$ 50 bilhões no Orçamento da União para este ano, mas disse que isso não vai provocar recessão na economia nacional.
“Não é o velho, tradicional ajuste fiscal que se fazia no passado, que derruba a economia, que leva pra recessão e derruba o emprego. Vamos garantir que o crescimento sustentável tenha continuidade. Para 2011, a meta de crescimento do PIB é de 5%. É um nível alto. Continuaremos perseguindo o crescimento”, disse Mantega ao anunciar o corte.
O ministro disse também que os programas sociais do governo não serão atingidos pelo corte. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, reforçou que nenhuma verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) será cortada.

MANTEGA: CORTE NÃO TRARÁ RECESSÃO

“Vamos fazer uma forte redução de gastos de custeio no Orçamento 2011. Ao mesmo tempo, vamos exigir um aumento da eficiência do gasto: com menos recurso, realizar mais. Fazer o dinheiro render mais”, afirmou Mantega.
Segundo Mantega, o corte permite que o salário mínimo fique em R$ 545. “Esse reajuste foi feito para viabilizar o pagamento disso e não mais que isso”, disse.

Inflação

As medidas do governo eram esperadas pelo mercado como forma de atacar o risco de volta da inflação.
As preocupações sobre inflação ficaram ainda maiores depois de ontem, quando foi divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial. O indicador registrou alta de 0,83% em janeiro. Foi a maior taxa desde abril de 2005 (0,87%).

Nos últimos 12 meses, o índice está acumulado em 5,99%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (5,91%).

Os grupos alimentação e bebidas e transportes foram os principais responsáveis pelo resultado de janeiro, o equivalente a 67% do IPCA do mês (0,83%), sendo 0,27 ponto percentual dos alimentos e 0,29 ponto percentual dos transportes.

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